| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Cotingidae |
| Bonaparte, 1849 | |
| Subfamília: | Cephalopterinae |
| Reichenow, 1814 | |
| Espécie: | C. ornatus |
O anambé-preto é uma ave Passeriforme da família Cotingidae.
Conhecido também como pássaro-trovão, guiramombucu, uiramombucu, mombucu, pavão-do-mato, pavão-preto, macaná, anambé-ornado, pavão-de-mato-grosso, uiramembi e ua-ri-ri (nomes indígenas - Mato Grosso).
Seu nome científico significa: do (grego) kephalë = cabeça; e de pteros, pteron = com penas penas, pena; e do (latim) ornatus = com adorno, adornado, ornamentado. = > (Ave) com cabeça adornada com penas.
O macho mede entre 48 e 55 centímetros e chega a pesar entre 480 e 571 gramas. A fêmea mede entre 41 e 44 centímetros e pesa até 380 gramas.
É o maior representante da família Cotingidae e rivaliza com o japuguacu como sendo a maior ave da ordem dos Passeriformes da América do Sul. Apresenta plumagem quase completamente preta com uma notável crista no topo da sua cabeça. Tem o bico, tarsos e pés pretos, os olhos claros. O macho adulto apresenta uma longa “gravata”, com cerca de 15 cm.
A fêmea quase não tem topete.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).
Esta família é essencialmente frugívora e frequentemente se serve de coquinhos. No caso desta espécie, costuma comer imagos (a forma definitiva do inseto, após as suas metamorfoses, e na qual se lhe define o sexo) e larvas de insetos quando a alimentação vegetal se escasseia.
Faz ninho frágil e achatado, de gravetos longos, a cerca de 3 m de altura. Põe 1 ovo marrom-avermelhado com manchas marrom-escuras e lilás.
Varia de raro a localmente comum em dois diferentes hábitats:
Vive solitário ou em pequenos grupos, pousando em árvores altas para cantar. Suas populações encontram-se reduzidas em muitos locais, provavelmente devido à perseguição.
Amazônia brasileira, tanto ao norte do Rio Amazonas, para leste até o Rio Negro, quanto ao sul, em direção leste até o Rio Araguaia e para o Sul até o Sul de Mato Grosso próximo à nascente do rio Paraguai. Encontrado localmente também na Guiana, Centro Sul da Venezuela, Leste da Colômbia, Leste do Equador, Leste do Peru e Bolívia.
Consulta bibliografica sobre as subespécies: